quarta-feira, 9 de março de 2011

"Vá com seu namorado, suas amigas ou sozinha. Só não vá com preconceitos!"

Semana passada fui ao cinema assistir o filme Bruna Surfistinha. Débora Secco numa interpretação de tirar o chapéu e uma trilha sonora perfeita.
Confesso que os preconceitos foram comigo, mesmo já tendo lido dois dos livros de Raquel Pacheco (Bruna).
A princípio o que me motivou a ir foi a curiosidade e o interesse em saber o que levou uma garota de classe média, com apenas 17 se tornar prostituta; o famoso pré julgamento que todos nós, por mais mente aberta que declaramos ser, guardamos bem lá no fundo, num pequeno baú chamado moralismo.
O filme tem cenas fortes e segue um roteiro que nos faz questionar sentimentos como o Amor, a Falsidade, a Imcompreensão, Tesão, Traição, Abandono e Solidão.
Você pode se perguntar ao ler este post porque Raquel Pacheco não escolheu seguir por um outro caminho. Bem, Raquel não tinha a popularidade que muitos adolescentes tem no colégio, não tinha amigos, era ignorada pelos colegas e pelo pai que não dialogava e segundo ela mesma afirmou em uma uma entrevista recente a um programa de TV: "Eu gosto de sexo e queria ganhar muito dinheiro, então uni o útil ao agradável!"
A famosa popularidade ela conseguiu como a garota de programa mais famosa do Brasil. Viveu momentos de ápice e decadência, até abandonar a prostituição.
Após ver o filme percebi que a "tal vida fácil", que as vezes acreditamos ter essas mulheres, é na verdade um mundo de ilusões, pois "dinheiro fácil sai fácil" (frase de um dos trechos do filme) e as escolhas que fazemos repercutem para sempre em nossas vidas.
Entrei naquela sala de cinema vestida de preconceitos, mas saí de lá despida de todos eles.

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