sexta-feira, 30 de setembro de 2011

O que ninguém vê


Estão todos olhando a moça passar. Falam de seu corpo, comentam seu mistério, disputam sua atenção. Mas se a moça olha, mudam de assunto, se a moça pede ajuda, ninguém escuta e se quiser companhia - coitada da moça! - vai continuar só.  Atrai olhares no trabalho e quando sai de noite também. Mas ela dorme sozinha e tem um vazio no peito que ninguém tem vontade de ocupar. A Menina tem um coração pesado que ninguém quer carregar.

Quem olha de longe não percebe e quem não se aproximar nunca vai saber: a Menina gosta livros e Jazz, queria saber dançar, troca uma balada pra assitir a Orquestra, gosta de andar até as pernas reclamarem, tem preguiça de filme cult e vê pequenos detalhes onde os outros enxergam cotidiano. E, acima de tudo, está cansada de tanto assustar e afastar as pessoas, cansada de esperar vidas se resolverem por uma promessa de futuro e ficar pra trás mais uma vez.

Quem vai cuidar da Menina triste? Quem vai levar de prêmio seu amor? Quem tem coragem de assumir o desafio e o coração pesado? Apostem suas moedas, esperem o próximo capítulo. Enquanto isso, a Menina também espera, e esperar dói. =\

terça-feira, 21 de junho de 2011

Tempos sem aparecer por aki, andei sumida, vida corrida, etapas a serem concluídas, enfim vida metropolitana. Ô vontade de viajar sem ter data pra voltar, de ir pra algum lugar longe de tanta tecnologia, partir com apenas uma mochila e mais nada, sentir cheirinho de mato, tomar banho de cascata, conhecer novas pessoas, novos lugares, novos rumos, novos amores...
Eita necessidade de mudança que não passa! =)

sexta-feira, 25 de março de 2011

Fora de mim

"Passei a ocupar meus dias pensando sobre o que, afinal, é isso que todo mundo enche a boca para chamar de amor, como se fosse algo simplificado: defina em meia dúzia de frases, é fácil querida.
É fácil? Pois a querida não entende como uma palavrinha simples formada por apenas duas vogais e duas consoantes pode absorver um universo de sensações contraditórias, diabólicas, insensatas, incandescentes e intraduzíveis.
O que é amor? Já tentei explicar a mim mesma e, por mais que tente, jamais conseguirei atingir a essência dessa anarquia que despensa palavras."
(Martha Medeiros)

sexta-feira, 18 de março de 2011

Pensamento

Durante algum tempo ela conseguiu se manter alheia as coisas que lhe aconteciam.
Tentou viver de uma maneira que pudesse superar qualquer situação. Preferiu se calar a ter que magoar o outro, decidiu aceitar os acontecimentos com resignação.
Suportou noites sem dormir, para ter aquela companhia ao seu lado embora estivesse muito cansada, pois poucas eram as oportunidades para estarem juntos, ouviu telefonemas insanos durante a madrugada e principalmente dividiu aquilo que ninguém jamais dividiria.
Durante dois anos muito se dedicou à aquela pessoa, sem nada exigir, sem nada cobrar, sem nada querer em troca, pois o gostar é assim... gratuito...
Só que ás vezes esquecia que as pessoas não são todas iguais, nem todos possuem aquele "Q", de gostar gratuitamente... e a menina que possuia o coração maior que o mundo deixou-se novamente ferir pelo egoísmo daquele que só pensava em si mesmo.

sábado, 12 de março de 2011

O Amor que a vida nos traz

Eu gostaria de ter um amor que fosse estável, divertido e fácil. Esse amor nem precisaria ser lindo, nem cheio da grana. Uma pessoa bacana, que gostasse de mim e fosse parceira já estaria ótimo. Eu queria um amor assim. É pedir muito? Claro que não, acredito que estou sendo até modesta demais.


O problema é que sempre imaginamos um amor ao nosso modo, um amor cheio de pré-requisitos. Ao analisar o currículo do cara, alguns itens de fábrica não podem faltar. O meu amor tem que gostar um pouco de cinema, teatro e ser bom de papo. E seria bom que gostasse dos meus amigos. Precisa ter um objetivo na vida. Bom humor não pode faltar. Não é querer demais, é? Não estou pedindo um ator hollywoodiano.


Aí a vida bate à minha porta e entrega um amor que não tem nada a ver com o que eu esperava. Será que se enganou de endereço? Não. Está tudo certo. Esse é o amor que me cabe. É meu. Se eu não gostar, posso colocar no lixo, posso passar adiante. E agora aqui estou eu, com esse amor que não estava nos planos. Um amor que não é a minha cara, nada do que eu imaginava e sonhava. E, por isso mesmo, um amor que me deixa em pânico e em êxtase. Tudo diferente do que eu queria, um amor que me perturba e me confunde, que me irrita de vez em quando e me faz perder a cabeça. 



Um amor que a cada manhã me faz pensar que de hoje não passa, mas a noite chega e esse amor permanece, um amor movido por situações que eu não esperava enfrentar e por beijos para os quais nem imaginava ter tanto fôlego. Um amor errado como aqueles que dizem vamos curtir e ver o que vai dar, mas a vida, que é péssima em atender pedidos, me trouxe esse e devo saborear esse presente, esse suspense, esse amor que desconfio que não me pertence. Aquele amor em formato de coração, todo certinho, não apareceu.

Olhe pra mim vivendo esse amor a granel, não era bem isso que eu desejava, mas é o amor que me foi destinado, o amor que se esbarrou em mim numa balada, que eu nem queria saber o nome ou numero do celular; mas que continuou pela internet, o amor que era pra não durar. E eu tendo que explicar o que não se explica, eu nunca havia me dado conta de que amor não se pede, não se especifica, não se experimenta em loja - ah, este me serviu direitinho! Aquele amor corretinho por mim tão esperado vai parar na porta de alguém que despreza amores corretos, a vida é mesmo astuciosa.

Assim são as entregas de amor, como uma promoção de domingo, mesmo eu nunca tendo escrito uma carta para participar de sorteios. Aquele amor que eu encomendei não veio! Agradeço e aproveito o que me foi entregue por sorteio!

Martha Medeiros (Adaptado por mim).

quinta-feira, 10 de março de 2011

Um lance é um lance

Uma noite dessas, com insônia como sempre, resolvi ver o programa Amor e Sexo, apresentado por Fernanda Lima. Nunca tinha visto o programa pelo simples fato de nunca ter me chamado a atenção. Até que da passagem de um bloco para o outro, Fernanda chamou minha atenção para a próxima matéria onde ela explicaria a diferença de traição, romance, amor e um lance...
Pensei... "Opa, vamos ver no que vai dar isso..."
Na verdade foi uma espera em vão, pois a explicação foi a mais banal que eu já ouvi e isso não satisfez a minha curiosidade. Como não me contento com meias palavras (característica forte de uma geminiana) resolvi no dia seguinte procurar responder as minhas indagações e nada melhor do que uma opinião masculina.
Bem aí vai a minha síntese, conforme o que me foi dito pela fonte que recorri: "Lance é quando o homem se mantém calado (e nós com nossas cabeças femininas pensamos: Ahhh!!! Hoje ele não ta muito afim de falar). Podem ate se encontrar todo dia, mas o cara nunca fala quem ele realmente é...(Hummm!!! ele não quer falar  sobre ele porque a gente ainda não se conhece direito, precisa de tempo para confiar em mim - isso depois de quase um mês ficando com o cara todos os dias da semana - com o tempo ele se abre.).
O cara quando começa a falar dele, ele quer mais! (Essa frase realmente me deixou feliz)... alguns se abrem mas é só enrolação... ( Felicidade que durou fração de segundos...)... na maioria, contam histórias mentirosas!!! Algumas verdadeiras mas é só prá transar mesmo... (Aiiiii... doeu). O lance pode ser sinônimo de ficar uma só vez e tchau!"
Procurei uma fonte mais próxima. Esse por sua vez foi mais objetivo: "Lance é quando um cara fica com uma mulher e os dois não tem nenhum outro compromisso!" (Espertinho... não quis me contar muita coisa não...).
Resumindo: Os homens são todos contadores de histórias, cabe a nós mulheres experts em sentir cheiro de roubada, saber decifrar quando o sujeito é só um lance!

quarta-feira, 9 de março de 2011

"Vá com seu namorado, suas amigas ou sozinha. Só não vá com preconceitos!"

Semana passada fui ao cinema assistir o filme Bruna Surfistinha. Débora Secco numa interpretação de tirar o chapéu e uma trilha sonora perfeita.
Confesso que os preconceitos foram comigo, mesmo já tendo lido dois dos livros de Raquel Pacheco (Bruna).
A princípio o que me motivou a ir foi a curiosidade e o interesse em saber o que levou uma garota de classe média, com apenas 17 se tornar prostituta; o famoso pré julgamento que todos nós, por mais mente aberta que declaramos ser, guardamos bem lá no fundo, num pequeno baú chamado moralismo.
O filme tem cenas fortes e segue um roteiro que nos faz questionar sentimentos como o Amor, a Falsidade, a Imcompreensão, Tesão, Traição, Abandono e Solidão.
Você pode se perguntar ao ler este post porque Raquel Pacheco não escolheu seguir por um outro caminho. Bem, Raquel não tinha a popularidade que muitos adolescentes tem no colégio, não tinha amigos, era ignorada pelos colegas e pelo pai que não dialogava e segundo ela mesma afirmou em uma uma entrevista recente a um programa de TV: "Eu gosto de sexo e queria ganhar muito dinheiro, então uni o útil ao agradável!"
A famosa popularidade ela conseguiu como a garota de programa mais famosa do Brasil. Viveu momentos de ápice e decadência, até abandonar a prostituição.
Após ver o filme percebi que a "tal vida fácil", que as vezes acreditamos ter essas mulheres, é na verdade um mundo de ilusões, pois "dinheiro fácil sai fácil" (frase de um dos trechos do filme) e as escolhas que fazemos repercutem para sempre em nossas vidas.
Entrei naquela sala de cinema vestida de preconceitos, mas saí de lá despida de todos eles.

terça-feira, 8 de março de 2011

Sarcasmo


Sarcasmo designa um escárnio ou uma zombaria, intimamente ligado à ironia com um intuito mordaz quase cruel, muitas vezes ferindo a sensibilidade da pessoa que o recebe. A origem da palavra está ligada ao fato de muitas vezes mordermos os lábios quando alguém se dirige a nós com um sarcasmo mordaz.
Ontem, uma amiga após uma conversa me disse: “Aham, to vendo o sarcasmo”!
Realmente tenho que admitir que muitas vezes sou sim, sarcástica, mas nunca na intenção de magoar ou ferir as pessoas.
Ás vezes o uso como um escudo, como uma forma de proteção, uma barreira... talvez na esperança de obter uma falsa “segurança”. Proteção contra o sarcasmo do outro, é isso!
Há momentos em que o uso sem perceber, acho que é algo que já faz parte da minha personalidade, forte, imperativa... ou nem tanto... a verdade é que detesto entrar em discussões idiotas mas sempre tenho algo na ponta da língua para responder àqueles que se acham o máximo, é o momento em que o uso como uma diversão.
Curto o jogo de palavras, desde que estas não diminuam o outro, afinal não sou tão má assim!

Brindemos

 Um brinde a nós mulheres maravilhosas, mulheres independentes e cheias de opinião. Batalhadoras, donas de si e de um jeitinho todo especial de resolver os problemas quase que num piscar de olhos.
 Mulheres que sabem o que querem, que tem sonhos, metas, objetivos. Mulheres solteiras, casadas, noivas, namoradas, amantes, mulheres especiais.
 Mulheres brasileiras, asiáticas, muçulmanas, pobres, ricas, elegantes ou não.  Mulheres que são mães e ao mesmo tempo pais, que sustentam uma família inteira, que carregam o mundo nas costas, que choram sem querer serem vistas, que sabem exigir os seus direitos, exemplos de superação.
 Mulheres famosas e anônimas, Giseles, Marias, Carolinas dentre tantas outras... rainhas e plebéias, tímidas e ousadas. 
Mulheres fonte de vida, de amor, de compreensão. Simplesmente mulher!
Nossos são todos os dias do ano!